quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Cid admite que Marina não conclui o mandato

O governador Cid Gomes não esconde sua preocupação com o futuro do Brasil, se acontecer de Marina Silva (PSB) ser eleita presidente da República. Ele admite a possibilidade de, por conta de suas posições, Marina não concluir o mandato, ser "deposta". Cid, no entanto, elogia o candidato a vice de Marina, Beto Albuquerque.

O governador destaca a gestão da presidente Dilma Rousseff e defende o seu Governo. Já em relação à sua sucessão, no Ceará, Cid diz que as pesquisas internas garantem um patamar de 30% de votos para Camilo Santana, do eleitorado que quer votar no candidato do Governo. "Então o Camilo tem um piso de 30%, que é o que nós estamos tentando massificar agora".

"Eu, pessoalmente, não tenho muita angústia com isso não. Partidos são importantes, apoiamentos políticos são importantes, mas tem uma limitação. Eu dividiria assim: Não chega a 30% o número de pessoas que vota por conta do apoio de uma liderança, a grande maioria vota por si só, porque quer uma relação direta com o candidato, simpatiza, acredita nas suas propostas, conhece a sua história. Então, apoio político é importante, mas tem limitações".

Segundo ainda o governador, o "apoio político é fundamental para demarcar tempo de televisão. E tempo de televisão nós temos o maior. Apoio político é fundamental para dar uma constância na campanha em todas as localidades. A nossa estrutura nos permite isso. Em qualquer Município que você chegue, tem uma liderança política lá que montou um comitê, com material de campanha. O resto depende das pessoas, da campanha em si", enfatiza.

Disputar

Para o governador, animar as lideranças é fundamental e "efetivamente temos mais lideranças que o outro candidato, temos mais partidos. Enfim, assegurar, e esse é o grande desafio agora, assegurar a candidatura do Camilo um crescimento permanente e sustentável. Não adianta nada você ter crescimento de explosão que depois se desfaz. É importante que a gente assegure um crescimento sustentável. E tudo indica que a candidatura do Camilo tem crescido, vamos ver essa nova rodada de pesquisas, nesta semana deve sair tanto o Datafolha quanto o Ibope. A gente já tem uma referência de pesquisas anteriores e vamos ver quem cresceu, quem consolidou. Eu sou otimista em relação ao Camilo".

Para o governador, o seu futuro, após deixar o Governo, é "incerto". Ele quer passar um tempo fora da política, e até o calendário impõe esse afastamento em razão de só acontecer eleição de dois em dois anos. "Então é muito provável que eu fique mais de dois anos sem disputar nenhum mandato e vou avaliar, sinceramente, se vale a pena. Eu torço é para que haja gente nova. Eu peço a Deus que me ilumine, porque eu já tive parentes na minha família com 83 anos (Vicente Antenor Ferreira Gomes) disputando eleição e às vezes fazendo papel ridículo. Então eu rezo a Deus para me dar luz para eu não fazer essas besteiras".

Dois anos

Eu estou preocupado com o Brasil, disse Cid Gomes. Para o governador, após todo o bombardeio feito pela grande mídia, agora nem ela sabe o que vai acontecer no Brasil. "Vão eleger, se tudo acontecer como está, se as pessoas não se tocarem, vão eleger a Marina presidente da República. Meu Deus! Nada contra a pessoa da Marina, mas essas coisas não são assim. A gente não pode num gesto de protesto, e é um protesto assim meio alienado, porque induzido pela grande mídia, que afinal quer combater o PT, porque esse sistema é mais progressista, distribui renda e eles querem é concentrar renda, querem dar dinheiro para banqueiro, para meia dúzia de poderosos".

Então, prossegue Cid, "a custa disso desgastaram tanto o PT, e o candidato deles mesmo, que é o Aécio, que não emplaca, é fraco, e aí vão eleger a Marina. Eu quero ver é a consequência disso. Eu não dou dois anos de Governo para Marina. Ela será deposta, pode escrever o que eu estou dizendo... Felizmente, o vice dela é um cara centrado. Religiosamente, a mulher é o que há de mais conservadora. Ela passa uma pose de progressista e a meninada acha que ela é progressista. A mulher é uma reacionária".

Tirou agora do programa dela o capítulo relacionado ao casamento gay, acrescenta o governador. "Tirou porque o ( pastor) Malafaia reclamou. "Politicamente, está assumindo um compromisso público, e isso é que me impressiona, com um negócio de autonomia do Banco Central. Sabe o que é isso? É entregar aos bancos o poder de arbitrar juros. Dizer quanto vai ganhar", disse.

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